O que são os bioestimuladores
Bioestimuladores de colágeno são substâncias injetáveis que estimulam a própria pele a produzir colágeno novo. Diferente de um preenchedor, eles não buscam volume imediato: o efeito é gradual e acompanha o tempo que o organismo leva para formar novo colágeno.
O colágeno é uma das principais proteínas responsáveis pela sustentação, firmeza e estrutura da pele. Sua produção e qualidade sofrem alterações progressivas ao longo do envelhecimento, processo que pode ser acelerado por fatores como exposição à radiação ultravioleta, tabagismo, sono insuficiente e alterações hormonais, especialmente durante a menopausa. Na Serra Gaúcha, vale lembrar que a radiação ultravioleta é ainda mais intensa devido à altitude, mesmo nos dias frios.
Ácido poli-L-láctico
É um material biocompatível e gradualmente degradado pelo organismo. Após a aplicação, promove uma resposta controlada nos tecidos, estimulando a atividade dos fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno. O tratamento pode ser realizado em mais de uma sessão, de acordo com as necessidades de cada paciente, geralmente com intervalo de alguns meses. Os primeiros resultados podem surgir a partir do primeiro mês, com evolução progressiva e resultado mais evidente entre 3 e 4 meses.
Hidroxiapatita de cálcio
É composta por micropartículas de hidroxiapatita de cálcio suspensas em um gel. É um material biocompatível e gradualmente degradado pelo organismo. Após a aplicação, promove uma resposta controlada nos tecidos, estimulando a atividade dos fibroblastos e a produção de colágeno. Além do estímulo à produção de colágeno, quando utilizada em determinadas concentrações e técnicas, pode proporcionar efeito de suporte e melhora do contorno. Quando diluída, pode ser utilizada principalmente para estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade da pele. O tratamento pode ser realizado em mais de uma sessão, de acordo com as necessidades de cada paciente. Quando o objetivo é o bioestímulo, os primeiros resultados podem surgir a partir do primeiro mês, com evolução progressiva e resultado mais evidente entre 3 e 4 meses.
Quando podem ser indicados
- perda de firmeza e flacidez leve a moderada;
- pele mais fina, com aspecto menos denso;
- como parte de um plano de cuidado da pele a longo prazo, junto com outros tratamentos.
Quando a flacidez é acentuada, o bioestimulador pode não ser a melhor opção. Isso é discutido com clareza na consulta.
Como é a avaliação
A consulta diagnóstica inicial com a Dra. Daniele Rossi dura 60 minutos. Nela, a médica avalia a espessura e a qualidade da pele, a estrutura do rosto e o histórico de saúde, faz o mapeamento fotográfico e define se o bioestimulador faz sentido, qual tipo, em quais áreas e em quantas etapas.
O que esperar
Nos primeiros dias, pode haver inchaço, vermelhidão e pequenos hematomas nos pontos de aplicação. Após o procedimento, são orientadas massagens na área tratada, conforme as recomendações fornecidas na consulta. A formação de nódulos é uma complicação possível, menos frequente quando são utilizadas técnica, diluição e indicação adequadas.
O resultado é gradual e varia conforme a idade, a qualidade da pele e os hábitos de cada pessoa.
Quando pode ser contraindicado ou adiado
- gestação;
- doenças autoimunes em atividade;
- infecção ou inflamação ativa na área a ser tratada.
Dúvidas frequentes
Quando o efeito do bioestimulador aparece?
Aos poucos, ao longo de semanas a meses, conforme o colágeno novo se forma. Por isso o plano costuma incluir mais de uma sessão e retornos de acompanhamento.
Bioestimulador e preenchimento são a mesma coisa?
Não. O preenchimento com ácido hialurônico repõe volume ou suporte de forma imediata. O bioestimulador estimula a própria pele a produzir colágeno, com efeito gradual sobre firmeza e espessura.
Pode ser combinado com outros tratamentos?
Em muitos casos, sim. O plano pode combinar bioestimuladores com toxina botulínica, tecnologias ou preenchimento, em etapas. A ordem e o intervalo entre eles são definidos na consulta.


